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Pesquisa

Diretrizes e normas para inscrição de projeto:

Regras de Inscrição:

  • O coordenador da pesquisa deve ser membro do Instituto Vox e familiarizado com a dinâmica do Vox.
  • Defina um tema de pesquisa e forme um grupo de 3 a 6 pessoas.
  • Comunique a formação do grupo ao Coordenador Geral de Pesquisa e envie o projeto pelo site.
  • Envie um resumo do projeto por e-mail, com no máximo 500 palavras.
  • Forneça o calendário de encontros previstos para cada ano.
  • Não são aceitas inscrições de pesquisa individual.
  • Comunique eventuais desistências ao coordenador geral de pesquisa.
  • Cada integrante deve pagar sua mensalidade desde a inscrição até o encerramento do grupo.

Funcionamento do Grupo:

  • O coordenador é responsável pela comunicação com o Coordenador Geral de Pesquisa.
  • O grupo deve se reunir periodicamente, conforme acordado entre os membros.
  • Eleja um texto-mestre para orientar a pesquisa.
  • Cada integrante escolhe um tema de interesse particular.
  • Todos devem se comprometer com a leitura/estudo da bibliografia norteadora.
  • Recomenda-se que cada membro conduza um encontro e conte com a colaboração dos outros.
  • A pesquisa é de autoria coletiva, mas a produção de texto pode ser individual.

Integrantes do Grupo:

  • O coordenador deve ser membro do Vox e não é um orientador.
  • O coordenador coordena o calendário, reuniões e comunicação da pesquisa.
  • O grupo pode incluir Participantes Pesquisadores externos, que pagam 35% da mensalidade.
  • O título de membro pesquisador vigora enquanto a pesquisa estiver ativa.

Duração e Conclusão da Pesquisa:

  • Cada pesquisa deve ter pelo menos 2 anos de duração, podendo ser estendida por mais 1 ano.
  • Para renovar o prazo, comunique o Coordenador Geral de Pesquisa.
  • A conclusão inclui um relatório escrito e um debate público de finalização.
  • O grupo entrega o relatório que fica disponível na Biblioteca Virtual.
  • O evento de conclusão é aberto a todos os membros e convidados.

A pesquisa no Vox

Fundamentação Teórica da Pesquisa no Instituto Vox – texto inaugural

Por Mauro Mendes Dias

O sentido da pesquisa em psicanálise no Instituto Vox se encontra orientado por duas afirmações de Jacques Lacan.

Na primeira delas, realizada no dia 15 de janeiro de 1964, no Seminário, livro XI, ele inicia uma distinção com o sentido de pesquisa tal como habitualmente praticado e legitimado pelos “poderes públicos, para os quais esse termo pesquisa, há algum tempo parece servir de senha para muitas coisas” e acrescenta: “…o termo pesquisa, eu desconfio dele. Para mim, jamais me considerei um pesquisador. Como disse uma vez Picasso, para o maior escândalo das pessoas que o rodeavam – Eu não procuro, acho” (p. 14)

A conservação do termo pesquisa que orienta o trabalho do Instituto Vox procura se valer da frase “Eu não procuro, acho”. Para tanto o não alinhamento da pesquisa com os “poderes públicos” que a usam de “senha” é a condição irrevogável. Isso porque a legitimação de iniciativas baseadas na expressão “segundo os dados da pesquisa…” procuram criar, a um só tempo, uma realidade e um sentido unívoco que lhe é supostamente complementar.

Uma vez que se pretenda resgatar o sentido na frase de Picasso para a pesquisa, será necessário admitir que não existe garantia da verdade pela pesquisa. Em um campo de experiência como o da Psicanálise, fundado desde Freud pelo reconhecimento do inconsciente é que se pode reconhecer que aquilo que cada um acha, de forma acidental, à revelia das intenções conscientes, mantém parentesco com a verdade. A partir desse encontro faltoso e inesperado, o sujeito poderá se aventurar em uma via de realização inédita, tanto quanto particular.

A segunda afirmação de Jacques Lacan se encontra apresentada na Seção do dia 14 de março de 1978, no Seminário, O Momento de Concluir, ocasião em que retoma a frase de Picasso e diz ele: “Atualmente eu não encontro, eu pesquiso. Eu pesquiso, e há mesmo algumas pessoas que querem me acompanhar nessa pesquisa”.

A posição adotada no Instituto Vox implica uma leitura dessas duas frases que não tornam antagônicas e tampouco complementares. Se trata de uma condição de esclarecimento que uma empresta à outra.

O que se destaca na passagem da Seção do Seminário do dia 14 de março de 1978, é que aquilo que num primeiro momento se acha, sem uma procura determinada voluntariamente, é que vai conduzir uma pesquisa. Entendendo que aquilo que se acha de forma acidental é uma ruptura, uma descontinuidade. A partir desse achado faltoso, o sujeito poderá, mediante consentimento a sua escuta, se valer disso como causa para sua pesquisa.

Mulheres, política e psicose nomeiam três causas que orientam pesquisas. Existem articulações a serem esclarecidas para manter essas três causas numa referência em que a categoria do universal, ou seja, do para todos, não se sobreponha a elas como garantia da verdade.

A presença do impossível como termo presente em mulheres, política e psicose, se anuncia como condição necessária para estabelecer o sentido da pesquisa desde uma referência ao que se nomeia como lógica do não todo.

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Após ler todas as normas e os textos de fundamentação teórica envie um e-mail para o Instituto.

A secretária irá direcioná-lo ao Coordenador Geral de Pesquisa.