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O AR COMO OPERAÇÃO CLÍNICA E TOPOLÓGICA: ENTRE O FURO, O GOZO E O SUJEITO.

Por: Aislene Daniel Gomes Zaro

Resumo: Este artigo apresenta uma reflexão teórico-clínica sobre o papel do ar na constituição do sujeito. A partir de fragmentos da prática clínica, especialmente com pessoas em condição de deficiência, propõe-se que o ar, quando simbolicamente ancorado, opere como função topológica: uma borda que inaugura a separação entre o sujeito e o gozo do Outro. Concebido como ausência estruturante, o ar atravessa os registros do Real, do Simbólico e do Imaginário, articulando-se a angústia, à pulsão e à inscrição subjetiva. Assim, mais do que condição vital, o ar é pensado como operação clínica e topológica que permite ao sujeito respirar como falta.

Palavras-chave: psicanálise; ar; angústia; constituição do sujeito; deficiência.