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A NEUROSE COMO NEGATIVO: ALGUMAS REFLEXÕES SOBRE ORECALQUE E A FANTASIA NA PERVERSÃO

Por: Alessandra Bachini, Denise Arduim e Regina Serra

Resumo: O presente artigo tem como objetivo realizar um mapeamento crítico do modo como o conceito de perversão – ou ainda, de perversões, no plural – comparece nos escritos metapsicológicos de Sigmund Freud, de modo a realizar uma distinção conceitual entre as ideias de fantasia neurótica e de fantasia perversa. A discussão
será realizada a partir da análise dos seguintes escritos freudianos: duas cartas trocadas entre Freud e Fliess (as cartas de número 52 e 57); o debate conhecido como “Caso Dora” (1905); os “Três ensaios sobre a Teoria da Sexualidade” (1905); o ensaio “Fantasias histéricas e sua relação com a bissexualidade” (1908); o ensaio “O
recalque”, de 1915; e o ensaio “Bate-se numa criança: contribuição ao conhecimento da gênese das perversões sexuais” (1919). A partir desse debate, discutiremos que nos escritos freudianos a formulação da neurose é compreendida como o negativo da perversão, perpassando as ideias de recalque e de fantasia na perversão.
Palavras-chave: Sigmund Freud, perversão, neurose.