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FOLIE À DEUX PELA CLÍNICA E POLÍTICA DO PSICANALISTA¹

Por Mauro Mendes Dias

Uma abordagem psicanalítica da folie à deux é possível se for reconhecida, na oposição
das explicações psiquiátricas, como uma questão que merece ser renomeada, pois o que importa na
folie à deux não é redutível a condições de loucura que estão dadas pela hereditariedade, ou pelo
contágio. O termo de ligação entre dois sujeitos denomina-se identificação, o que altera
significativamente a estruturação e a explicação do problema. Invasão, separação e invenção se
apresentam, à luz da relação mãe-filha e da folie à deux, como os três termos a serem enlaçados por
um sujeito, de forma a sustentar uma posição inédita, pelo desejo. O artigo discute ainda internação
como segregação, e a representação social da loucura, agora elevada ao status político da inclusão.